6 Jul 2008

Chegamos à metade do ano e eu continuo aqui, parado não sei onde. Eu estou tentando chegar a algum lugar, mas a pergunta é: eu estou tentando o suficiente? Tá que eu sou novo, que eu entrei na faculdade sem perder tempo, que a maioria dos meus colegas de sala são dois ou três anos mais velhos, mas ao mesmo tempo tem gente até mais nova que eu se dando tão bem. Tem gente que vai atrás desde cedo, e tem gente que só faz alguma coisa quando a água bate na bunda. Infelizmente eu acho que sou uma dessas pessoas. Só que a água já tá batendo na nuca, ou já me cobriu, e no entanto eu continuo tentando sem conseguir. Mas é porque eu estou tentando coisas acima do meu alcance ou porque eu não estou tentando o suficiente mesmo?
Parando pra pensar, o que é que eu sei fazer? Será que eu estou no caminho errado? Ou é a minha ansiedade? Eu estou plantando alguma coisa? Espero que sim, mas quando é que vão surgir os resultados? Já magoei pessoas por conta disso, pessoas agora dependem da minha ajuda. Eu não sou mais criança, quem dera não ter responsabilidades.

11 Apr 2008

Cara, que vida louca, que dia incrível.
Parece que o mundo finalmente voltou a rodar.

29 Jan 2008

O bom das férias é que eu tenho todo o tempo do mundo pra baixar, ouvir e me aprofundar no universo musical. Estou baixando mais ou menos umas duzentas músicas por dia (coisa de cinco a sete álbuns, mais algumas músicas avulsas), e estabeleci como meta ouvir pelo menos um novo artista por dia. Felizmente a grande maioria deles têm me agradado. O problema é que eu baixo mais música do que consigo ouvir, culpa dos tempos modernos.
Na época da conexão discada, eu conseguia baixar no máximo dois álbuns por dia, o que me dava tempo pra ouvir diversas vezes um mesmo disco e formar uma opinião bem concreta a respeito dele e do artista. Com a banda larga (mesmo a minha não sendo tão larga assim), a velocidade cresceu exponencialmente. E, pra não ficar com aquela sensação de "eu poderia estar baixando alguma coisa agora", pastas e pastas se acumulam dentro da pasta "novos".
Um dia desses passei a marca das seis mil músicas. Por mim eu não tinha nem cinco mil. Fiquei orgulhoso, e meio assustado, porque pelo menos um quinto disso ainda não foi ouvido. Ainda. Ao todo são dezenove gigas de mp3 em qualidade 128kbps (justamente pra ocupar menos espaço). Agora eu entendo o por quê de um iPod 160GB.
O problema de possuir tantas músicas, é o meu espírito materialista/tranqueira/colecionador/moral, que prega que eu devo possuir todos esses discos e cds em formato físico - e não somente no digital. Um dia eu consigo.
Há um bom tempo eu venho pensando em ressuscitar esse blog, mas nunca me empenhei realmente, talvez por achar que não tenho muito a oferecer além dos meus devaneios pessoais, talvez por ter quase certeza de que só minha mãe lê (lia) isso aqui.
Acontece que hoje eu acordei com essa idéia na cabeça e abri a página do blog. Vendo a diferença de datas entre o último post e hoje, eu fiquei pensando se blogs são ressuscitáveis. Pensei por um bom tempo e não cheguei a nenhuma conclusão. Mas já cheguei até aqui, então vamos ver se isso engrena.

18 Apr 2007

Minha mais nova habilidade culinária é fazer arroz de saquinho. É bizarro, eu sei. Mas até que é bom. Em breve fotos.

28 Mar 2007

O bom e o ruim de São Paulo é o anonimato. Aqui ninguém sabe quem você é, o que você faz, de onde você veio, pra onde você vai. Você cruza todos os dias com pessoas que nunca mais vai ver na vida. Isso é poético. Poético e assustador, na mesma medida. Mais de dez milhões de pessoas, cada uma com sua vida, com pelo menos uma boa história pra contar. E que, provavelmente, você nunca vai ficar sabendo.

26 Mar 2007

Considerações a respeito da vida de universitário em São Paulo:

Um mês. Completo hoje exatamente um mês morando onde as coisas acontecem, mesmo tempo de USP, mas não de aulas. A primeira semana foi a dos bixos, na qual aconteceram muitas coisas, mas não posso citar tudo. Só devo dizer que no primeiro dia de São Paulo fui parar em Osasco, com mala e tudo, por causa da chuva torrencial que caiu enquanto eu estava no ônibus.
Vale também dizer que nesse mês já tive dois endereços, nenhum deles definitivo.
Minha dieta consiste basicamente em pão de forma, miojo e coca cola. Estava me dando bem com o bandejão (onde o frango tem o mesmo gosto do peixe, que tem o mesmo gosto da cenoura, ad infinitum, e os sucos não são de frutas, mas sim de cores) mas tive problemas com o ovo. McDonald's foi um refúgio caro, porém amigo, na minha vida sem comida caseira e internet.
As aulas ainda têm muito pouco a ver com o que eu imagino ser minha provável futura profissão. Não sei se isso é o que eu quero fazer, mas é o que eu estou fazendo. Acredito que todo mundo tem essa impressão quando entra na faculdade. Apesar disso, estou gostando.
Não consigo lembrar de todos os fatos pitorescos ocorridos durante esse mês. Não sei dizer se passou rápido ou devagar. Apesar de todos os momentos ruins, que não foram poucos, e de toda a saudade, talvez esse tenha sido o melhor mês da minha vida.

Pra terminar, o fato pitoresco do dia: a campainha toca. No corredor, um anime pedindo uma xícara de açúcar. Exatamente isso. A vizinha do 33, vinda de um evento de cosplay, resolveu conhecer os vizinhos e pedir açúcar fantasiada de desenho animado. Enfim, eu me fodo mas me divirto.